sábado, 21 de dezembro de 2013

Rosa do deserto






A rosa-do-deserto ainda não é muito conhecida aqui no Brasil, mas, em poucos anos de sua chegada, já despertou admiração em grande número de pessoas que são  aficcionados por plantas. Adquiri, recentemente, alguns exemplares, e que mostro para todos que vêm nos visitar (naturalmente, para aqueles que gostam, como meu irmão, é claro!).
Meu jardim está lindo, sobretudo nesta época do ano, onde as chuvas e a umidade favorem em especial a maioria delas, mas a rosa do deserto não gosta muito de chuva...
Bem, ainda tenho muitas dúvidas quanto aos cuidados com essa bela planta. Parece fácil, mas conhecimento nunca é demais, e, aliás, o conhecimento vem dos sites de pesquisa, do vídeotube, e de algumas revistas especializada em plantas. Acredito que, com o tempo, deva adquirir a experiência necessária, quiça até aprender a técnica para desenvolver novas cores e formatos de flores.

 
 
Originária da África e de vários países do Oriente Médio, e até da Ásia (grande fornecedora das sementes), algumas variedade, quando, na natureza, podem chegar a 5 metros de altura.
Bem, como muitas pessoas  no mundo, principalmente aqueles cultivadores de bonsais (os tailandeses possuem exemplares maravilhosos!), eu prefiro mantê-la em proporções menores e mais decorativas, além do prazer que esses cuidados proporcionam como verdadeira terapia para desestressar a vida que levamos hoje.

Como já disse, aqui onde moro está chovendo quase todos os dias, e como elas não suportam muita  umidade em seu substrato  (são plantas de deserto!), deixo meus preciosos e ainda pequeninos exemplares nas estantes da varanda, cuidando para que, sempre que possível recebam a luz direta do sol por algumas horas do dia, já que, como a grande maioria das plantas floríferas, elas precisam do sol para florescer.



O substrato precisa ser  muito arejado, já que o excesso de água nas raízes pode matá-la. Não encontrei um consenso, mas, por dedução, basicamente, uma boa mistura pode ser feita com 30% de areia, 30% de terra vegetal (eu misturei um pouco de substrato para planta de flores, nos replantes que fiz para duas das que comprei, que já estavam bem grandinhas), 20% de casca de pinus triturada e os 10% restantes, uma mistura de húmus de minhoca, vermiculita e torta de mamona. O solo deve ficar arenoso, drenável, e enriquecido com matérias orgânicas.

Como tem um crescimento razoavelmente lento, um exemplar maior, como o da foto pode chegar a  mais de R$ 2000.
Então, o ideal é, principalmente para quem quer participar do seu processo de crescimento e moldar o seu formato, adquirir as mudinhas, com preços bem mais em conta (as minhas custaram entre 15 e 38 reais).
Como ainda não é uma planta muito comercializada, estamos com poucas variedades no mercado. A saída é comprar as sementes e buscar a técnica de cultivo para sua germinação (tem em várias páginas de comércio eletrônico, e as dicas (bem práticas!) no youtube).

Para a germinação e o crescimento das mudas ainda novinhas é necessária uma dose (cerca de 10%) de carvão moído ao substrato, como fungicida. Para isso, devemos  escolher um vaso plástico para servir de sementeira, colocar pedritas no fundo e completar com uma mistura de 50% de areia grossa, 40% de terra vegetal e 10% de carvão moído.

Em 10 dias, segundo informações, as sementes começam a germinar e quando as mudinhas  já estão com 5 a 6 pares de folhas, poderão ser transferidas para vasos individuais (comprei alguns copinhos para festa, que são bem baratinhos, para as minhas, quando chegar a hora).


Importante é que a rosa-do-deserto costuma dar flores quase todo o ano, já a partir de 6 meses, mas, para se ter o caule grosso e sinuoso que aparecem em fotos ou exposições (ver no youtube) é preciso cultivá-la, periodicamente, como se fosse um bonsai, como replantes, corte de raízes e de brotações superiores e outros cuidados que evitam o surgimento de fungos.

A cada dois anos, devemos desenvasar o torrão de raízes com cuidado (sem retirar o excesso de terra) , acrescente uns três dedos de substrato no fundo do novo vaso, ou o mesmo em que a planta estava e, então, voltar o torrão ao lugar. A planta ficará com terra alta em sua volta, mas, com as regas, ela tende a baixar, revelando parte das raízes. A técnica é chamada de “levantamento de raízes”.

Para a poda (ver no youtube e no rosadodesertobrasil.com.br), é bom tomar cuidado com a seiva que brota dos cortes, usando-se luvas,  enxugando com um papel e passando nos cortes um pouco da pasta seladora para poda.
Sabe-se que a seiva é tão tóxica que algumas tribos africanas a usam como veneno em lanças e zarabatanas para caçar animais de grande porte.
 
Nome científico:
Adenium Obesum

IMPORTANTE:

- A irrigação deve ser feita em intervalos esparsos e regulares. Na hora da rega, deve-se evitar encharcar, ou seja, tem que ser pouca água. Se estiver tomando muito Sol e pouca chuva (estiagem), devemos regá-la em intervalos entre 10 e 15 dias;
- A planta deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra;
- Deve-se adubar a cada dois meses com adubo orgânico para flores.

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